quarta-feira, 17 de maio de 2017

EM TEMPO...

PARA COLOCAR O BRASIL NOS TRILHOS NÃO PRECISA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PRECISA É DE REFORMAR A MORAL DOS POLÍTICOS E ACABAR COM A CORRUPÇÃO!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

15 anos do Ivan

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Hoje faz quinze anos que o Ivan nasceu. Hoje faz quinze anos que eu me tornei mãe de um menino. E um menino de Touro, que é o oposto complementar do meu signo. Sendo mãe do Ivan eu também me tornei uma pessoa melhor e uma professora melhor, mais capaz de compreender atitudes e posições. Ser mãe do Ivan é uma parada, a gente segue sempre vencendo fases, como nos games. 
Para você, meu filho: meu amor incondicional e minha certeza de que a gente tem tudo para ser feliz!!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Balada de Madame Frigidaire

Balada de Madame Frigidaire
Belchior

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Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.
Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!
e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!

Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.
Uma elétrica doméstica então... Que sex-appeal! Dá-me o frio na barriga!
Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amante
Virou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:
Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.
Eu me confundo, madame! E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!

Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!
Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.
Dona frigidaire me come... But no kids double income! Filho compromete a estética!
Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez!

Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado!
Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.
E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.
Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope, se cansaram de dizer:
- Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...
Mas que trocadilho infame! La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!


Coisas do baú da memória... Belchior

     Em 1993 eu cursava uma especialização em Teoria da Literatura na UERJ. Um dos módulos era sobre pós-modernidade, assunto quentíssimo naquele momento.  As academias vivem ciclos, penso eu. Hoje há um grande empenho em destacar o empoderamento feminino, antes era todo poder à análise do discurso... mas, em 93, a ideia de pensar a pós-modernidade era o fino.
     Ao fim do módulo eu escrevi uma monografia sobre o assunto e o objeto era uma letra de música do Belchior: "Balada da Madame Frigidaire".
    Também sou apaixonada pela música "Galos, noites e quintais", epígrafe de alguns trabalhos meus sobre José Lins do Rego, mas a lembrança mais forte que guardo  é de um show dele que assisti também na década de 90, em uma cidade do interior de São Paulo. Neste show, para uma plateia paulista, ele falou "O Nordeste já fez mais por São Paulo do que São Paulo fez pelo Nordeste". Registrar a fortaleza dessa verdade é a minha homenagem, hoje.
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PRIMEIRO DE MAIO

TEMER DEFENDE A REFORMA TRABALHISTA E AFIRMA QUE DIREITOS DO TRABALHADOR SERÃO MANTIDOS:
1. Direito de permanecer calado
2. Direito de trabalhar até morrer
3. Direito de ser mais explorado ainda
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Genealogias II

Dizem por aí que toda mulher tem sua versão do sapatinho de cristal. A minha, são esses tamanquinhos de couro que estão na vitrine de um museu em Rio Novo/MG. Explico: foram produzidos na fábrica de Francisco Maciel, meu avô. Nunca conheci meu avô, mas quando leio o recorte de jornal, sinto que activo, laborioso e intelligente são uma espécie de lastro genético herdado pelo meu pai. Na sequência, é minha irmã Cristina quem herdou esses adjetivos, porque é capaz de pensar e produzir, fabricar as coisas mais inusitadas. Meu avô morreu quando meu pai ainda era criança. Olhando o retrato dos dois, percebemos que são muito parecidos. Penso que depois de tantos anos, talvez eles tenham se reencontrado por aí, em outros planos que nem sei. Espero que tenha sido um encontro bom, já que, me parece, ambos não eram dados a afetos desnecessários porque a vida não é para perfumarias, mas para aprender sempre e fazer o que é vital. Foi isso que meu pai me explicou pelos seus atos enquanto eu tecia, inapta para fabricar inventos concretos, devaneios e poemas.


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