sexta-feira, 18 de julho de 2014

Carrossel do Destino
                                                 Antonio Nóbrega / Bráulio Tavares
Deixo os versos que escrevi,
as cantigas que cantei,
cinco ou seis coisas que eu sei
e um milhão que eu esqueci.
Deixo este mundo daqui,
selva com lei de cassino;
vou renascer num menino,
num país além do mar...
Licença, que eu vou rodar
no carrossel do destino.
Enquanto eu puder viver
tudo o que o coração sente,
o tempo estará presente
passando sem resistir.
Na hora que eu for partir
para as nuvens do Divino,
que a viola seja o sino
tocando pra me guiar...
Licença, que eu vou rodar
no carrossel do destino.
Romances e epopéias
me pedindo pra brotar
e eu tangendo devagar
a boiada das idéias.
Sempre em busca das colméias
onde brota o mel mais fino,
e um só verso, pequenino,
mas que mereça ficar...
Licença, que eu vou rodar
no carrossel do destino.

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