sábado, 13 de dezembro de 2014




Coisas de Natal

Olha, gente, eu preciso dizer uma coisa sobre mim que eu sempre tento esconder. É sobre as minhas escolhas. Quando estou diante do efêmero, do passadiço, dos itens de curta duração, já sei de antemão que vou errar. Tudo começou, se não me falha a memória, quando eu tinha onze anos e saí com minha mãe para comprar uma roupa para o Natal. Pegamos o ônibus e fomos para a Praça Saens Peña, no antigo Shopping 45,  numa loja do térreo. A vendedora apresentou como opção um macaquinho amarelo ouro com zíper na frente e eu saí da loja com o troço, achando que tinha feito uma compra legal. Para combinar, peguei emprestado um par de meias amarelas e azuis, da Cristina, que usei com a minha fantástica melissa furadinha. Não tenho uma foto daquela noite, mas ficou a sensação de que eu não dou mesmo para isso. Para completar, fui com o meu irmão Carlos até o Andaraí para buscar a namorada dele, Anna Lya. Como  acontece em todo Natal, no Rio, caiu o maior pé d'água e eu ainda escorreguei na lama. Fazer o quê? já tinha escorregado bem antes, no gosto. E estes pequenos tropeços, como uma sina, são partes da minha história...

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