sábado, 26 de setembro de 2015

INTOLERÂNCIA

Como repudiar a intolerância tão deslavada de nosso tempo sem ser também intolerante?
O que fazer efetivamente diante de conhecidos, amigos, parentes, colegas de trabalho que querem matar, prender, esquartejar e agredir tanto verbalmente quanto fisicamente a "petezada" que ainda está no poder?
Eu me pergunto, nessa hora, quem é o próximo? (em sentido religioso)
Pergunto para todos esses inconformados, que se transformaram em poços de ódio e que na maioria das vezes se dizem cristãos, como devemos fazer para sermos perdoados? além disso, pergunto, para onde o ódio nos levará?
Uma máxima cristã afirma que a rebeldia é filha da preguiça. Será? em alguns casos penso que sim.
Pergunto também, claro, se o poder corrompe e como eu agiria diante de um status quo corrupto. Quando me incluo, torno-me menos perversa. Ativo em mim o que posso ter de melhor, aquilo a que chamamos de humano.
Não quero apenas ser tolerante com o erro ou com a ganância. Não quero também compactuar com o erro. Nem quero mais ter simpatias partidárias, apenas quero continuar tentando fazer a coisa certa, mesmo que eu erre.
Diante deste processo triste de ódio que se instalou a nossa volta, quero ter alguma elegância para lidar com o próximo, ainda que ele esteja errado, ainda que  me cause decepção ou raiva.

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