domingo, 29 de novembro de 2015

IVAN




                


Este é o Ivan. O fofo da mamãe; o recheio do biscoito; o Yanser gamer; o irmão da Amanda; o irmão do Dedé; o primo do Caio; a alegria da gente; o crítico de jogos; o melhor cantor da família; o planejado; o fotogênico; o insubordinado; o educado; o inteligente; o que entende inglês; o que aprendeu a assobiar; o que gosta de canela; o que acha o churrasco do pai o melhor do universo... são tantas facetas que não cabem num único papel.


                


      


               

      














Arco-Íris
Fátima Guedes
 

Fadas e gnomos
Todos os duendes de todas as matas
Todas as pedreiras, fios d'água, cachoeiras,
As outras cores do íris
São segredo nosso
Quisera falar das coisas que não posso
Do que faz do ar, a brisa, e a brisa de vento
E o vento de ventania
Essa magia
Essa força que comanda cada elemento
É a poesia
De se recriar e escolher o momento
De ser uma rosa
E de ser o elfo que mora na rosa
Ter um brilho intenso
Como o sol e como o ouro no final do arco-íris

sábado, 28 de novembro de 2015

"É minha ideia
que o o outono só desfolha
árvore europeia"

                                              Millôr Fernandes

Diálogo

Millôr, olha!
A seringueira no outono
também desfolha...

Resultado de imagem para seringueira no outono

sábado, 14 de novembro de 2015

“Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia.”

quarta-feira, 11 de novembro de 2015


           QUE FUI QUE SOU

Fui alfabetizada numa escola Batista porque era uma boa escola e próxima de casa. Assim que éramos alfabetizados (nós, os quatro filhos de um pai ateu e de uma mãe não praticante de suas crenças) passávamos para a escola pública. Depois do CA (classe de alfabetização) fui então para a Escola Municipal 123 Tiradentes. Em meu histórico escolar consta que eu fui matriculada no segundo ano do primário mediante teste de escolaridade. A verdade é que naquele ano não tinha mais vaga na primeira série. Como sabia ler e escrever não senti dificuldades com as aulas. Senti dificuldades foi com os banheiros sujos, muito diferente de minha escola anterior. Fiz todos os 3 anos do primário nesta escola, integrando o pelotão da bandeira (honra quase militar para os alunos que se destacavam). Nesta época, o retrato do Presidente Figueiredo sorria para nós da parede.Assim que concluí esta fase, fui para outra escola, no bairro para o qual mudáramos. Na escola Francisco Campos (também pública)permaneci durante todos os anos do ginásio (quinta a oitava). Era uma escola modelo e quem não estivesse devidamente uniformizado, com sapato preto fechado, meias brancas até o joelho, saias plissadas e camisa da escola não entrava de jeito nenhum. Lá eu recebi uma série considerável de advertências e suspensões, minha caderneta parecia assassinada de tanta anotação em vermelho. Lá eu comecei a descobrir quem eu era. O ensino médio tinha de ser na escola particular (para a gente conseguir entrar na faculdade). Meu pai me disse: arruma a escola, faz a matrícula e traz o boleto para pagar. Escolhi a escola usando a lista telefônica. Nessa época meu irmão Sérgio estudava no Liceu de Artes e Ofícios, escola técnica, que não servia aos meus propósitos. Fui então para o MV1, primeiro no Colégio Anderson e depois no terceirão da Rua Pareto.Aí foi muito estranho fazer parte de um mundo de patricinhas e de gente esnobe. Sobrevivi. Minhas amizades da época, não.Estudando no MV1 foi fácil entrar na faculdade, mesmo sendo o vestibular da UFRJ 100% discursivo. Então meu mundo cresceu.