domingo, 31 de janeiro de 2016

 
               Eliane Brum afirma que o mundo da gente começa a morrer bem antes de nós mesmos. Meu mundo hoje encolheu um tanto enorme com o falecimento de uma tia que possuía os olhos mais azuis do infinito. Minha tia me amava. Era recíproco.  Muitas vezes estivemos juntas. Ela guardava uma foto da minha filha mais velha dentro da Bíblia. Na última vez que a vi (e dormi na casa dela porque lá também era um pouco a minha casa), comprei flores para ela antes de ir embora. Ela chorou muito e eu disse que voltaria ali ainda muitas vezes, apesar de morar tão longe. Foi a última vez.    

Nenhum comentário:

Postar um comentário