quarta-feira, 12 de julho de 2017

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) também comentou a decisão de Moro numa rede social:


 "Lula condenado, Aécio liberado, Temer protegido, soberania fulminada, trabalhador escravizado, mercado triunfante, até que o Brasil se levante..."
 - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/07/12/lider-do-mtst-diz-que-moro-condenou-lula-sem-provas.htm?cmpid=copiaecola

quinta-feira, 15 de junho de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

EM TEMPO...

PARA COLOCAR O BRASIL NOS TRILHOS NÃO PRECISA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PRECISA É DE REFORMAR A MORAL DOS POLÍTICOS E ACABAR COM A CORRUPÇÃO!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

15 anos do Ivan

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Hoje faz quinze anos que o Ivan nasceu. Hoje faz quinze anos que eu me tornei mãe de um menino. E um menino de Touro, que é o oposto complementar do meu signo. Sendo mãe do Ivan eu também me tornei uma pessoa melhor e uma professora melhor, mais capaz de compreender atitudes e posições. Ser mãe do Ivan é uma parada, a gente segue sempre vencendo fases, como nos games. 
Para você, meu filho: meu amor incondicional e minha certeza de que a gente tem tudo para ser feliz!!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Balada de Madame Frigidaire

Balada de Madame Frigidaire
Belchior

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Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.
Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!
e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!

Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.
Uma elétrica doméstica então... Que sex-appeal! Dá-me o frio na barriga!
Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amante
Virou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:
Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.
Eu me confundo, madame! E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!

Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!
Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.
Dona frigidaire me come... But no kids double income! Filho compromete a estética!
Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez!

Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado!
Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.
E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.
Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope, se cansaram de dizer:
- Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...
Mas que trocadilho infame! La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!


Coisas do baú da memória... Belchior

     Em 1993 eu cursava uma especialização em Teoria da Literatura na UERJ. Um dos módulos era sobre pós-modernidade, assunto quentíssimo naquele momento.  As academias vivem ciclos, penso eu. Hoje há um grande empenho em destacar o empoderamento feminino, antes era todo poder à análise do discurso... mas, em 93, a ideia de pensar a pós-modernidade era o fino.
     Ao fim do módulo eu escrevi uma monografia sobre o assunto e o objeto era uma letra de música do Belchior: "Balada da Madame Frigidaire".
    Também sou apaixonada pela música "Galos, noites e quintais", epígrafe de alguns trabalhos meus sobre José Lins do Rego, mas a lembrança mais forte que guardo  é de um show dele que assisti também na década de 90, em uma cidade do interior de São Paulo. Neste show, para uma plateia paulista, ele falou "O Nordeste já fez mais por São Paulo do que São Paulo fez pelo Nordeste". Registrar a fortaleza dessa verdade é a minha homenagem, hoje.
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PRIMEIRO DE MAIO

TEMER DEFENDE A REFORMA TRABALHISTA E AFIRMA QUE DIREITOS DO TRABALHADOR SERÃO MANTIDOS:
1. Direito de permanecer calado
2. Direito de trabalhar até morrer
3. Direito de ser mais explorado ainda
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Genealogias II

Dizem por aí que toda mulher tem sua versão do sapatinho de cristal. A minha, são esses tamanquinhos de couro que estão na vitrine de um museu em Rio Novo/MG. Explico: foram produzidos na fábrica de Francisco Maciel, meu avô. Nunca conheci meu avô, mas quando leio o recorte de jornal, sinto que activo, laborioso e intelligente são uma espécie de lastro genético herdado pelo meu pai. Na sequência, é minha irmã Cristina quem herdou esses adjetivos, porque é capaz de pensar e produzir, fabricar as coisas mais inusitadas. Meu avô morreu quando meu pai ainda era criança. Olhando o retrato dos dois, percebemos que são muito parecidos. Penso que depois de tantos anos, talvez eles tenham se reencontrado por aí, em outros planos que nem sei. Espero que tenha sido um encontro bom, já que, me parece, ambos não eram dados a afetos desnecessários porque a vida não é para perfumarias, mas para aprender sempre e fazer o que é vital. Foi isso que meu pai me explicou pelos seus atos enquanto eu tecia, inapta para fabricar inventos concretos, devaneios e poemas.


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quarta-feira, 5 de abril de 2017

 MOTIVOS PARA CRUZAR OS BRAÇOS 
DIA 28 DE ABRIL 
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O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT.

 Férias e jornada ameaçadas - Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que poderá ser parcelada em quantas vezes quiserem os patrões e podem diminuir até o horário de refeição.

Trabalho temporário – O trabalho ficará ainda mais desregulamentado. O contrato de trabalho temporário passará a ter vigência de 4 meses e poderá ser prorrogado por igual período. O governo quer que a gente morra de trabalhar sem se aposentar.

O governo diz que a Previdência é deficitária, mas é mentira! Ele manipula os cálculos! Só em 2015 teve um superávit de, acredite, R$ 11,2 bilhões de reais.

Aumenta idade mínima - Com a reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar quando tiverem de 65 anos de idade. Hoje, há casos em que é possível a mulher se aposentar aos 55 e homens aos 60. Igualando a idade, a mulher trabalhadora será ainda mais prejudicada. 

Mais tempo de contribuição - Para um trabalhador ou trabalhadora se aposentar terá de comprovar pelo menos 25 anos de contribuição. Hoje, a exigência é de 15 anos. 49 anos para benefício integral - O que é pior é que só terá direito ao benefício integral quem, com 65 anos, comprovar que também contribuiu 49 anos à Previdência, de forma ininterrupta.

Fim de aposentadorias especiais – Trabalhadores e trabalhadoras rurais, trabalho insalubre e em condições especiais, pessoas com deficiências e aposentadorias por incapacidade serão ferozmente atacadas. Ataque às pensões - Na proposta do Governo, fica vetado o acúmulo de benefícios. Não será mais possível acumular aposentadoria e pensão por morte, por exemplo. Haverá redução de 50% no valor das pensões por morte e, a partir daí será acrescentado mais 10% por dependente, com o limite de cinco filhos beneficiados.

 Afeta quem está na ativa - Eles querem que essas novas regras já valham para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Os que tiverem acima desta idade entram numa regra de transição e poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terá de contribuir com 50% a mais sobre o tempo que faltava para a aposentadoria. O projeto de lei da terceirização, o PL 4302, aprovado na Câmara Federal, impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades fim.

 É o “liberou Geral” da precarização! Não haverá geração de emprego. O que vai ocorrer, de fato, é uma onda de demissões de trabalhadores contratados pela CLT para posterior contratação terceirizada. Na prática, significa trabalho com salários mais baixos, maior jornada, menos direitos trabalhistas e péssimas condições de trabalho e resultará também em maior número de acidentes, doenças (estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo entre outros) e mais mortes por acidente de trabalho.


domingo, 2 de abril de 2017


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Há celulares à farta,

i-phone, computador…

Mas nada se iguala à carta

para os recados de amor!

 (A. A. de Assis)


Acabei de ler o romance de Jojo Moyes, A última carta de amor. Demorei a me envolver com a trama que transita entre planos temporais diversos (década de 60 e anos 2000) e se encontram ao final. Ainda assim reconheço que a autora é capaz de levar adiante um enredo, promover com sabedoria a técnica de corte e brincar temporalmente com os episódios. O melhor, ainda que sem uma linguagem singular, é usar o tempo como motor da sabedoria, sem moralismos inúteis. Como costumo dizer: melhor ler que não ler.

terça-feira, 7 de março de 2017

sábado, 28 de janeiro de 2017

Bananas podres, mar e memória

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Fui comprar lanches para os meninos levarem para a escola e acabei encontrando este livro perdido nas Lojas Americanas, por 9,99. Linda capa, tamanho e ótimo papel. Comprei. Estava lacrado, mas confiei no autor. O cheiro das bananas leva o eu lírico para o passado, para a venda da família e para o mar. Assim como as madeleines de Proust, o retorno improvável nos faz sentir um universo lírico peculiar e repleto de imagens boas. A poesia é isso: luz sobre a recordação e o passado, mas também perfume de tempos idos. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Por parte de pai

Inspirada pelo título, pela capa e pelo nome Bartolomeu Campos de Queirós, li Por parte de pai (1995), uma narrativa tecida com as linhas finas da existência, mostrando meandros que só um grande escritor pode realizar. Para alguns leitores o importante é a trama, para outros, a verdade; para mim, tem de haver uma linguagem suave e cheia de encantamentos para dar conta do que vai sendo contado, seja o que for. Diante da delicadeza da linguagem queirosiana: "Meu coração bateu forte de saudade antecipada. Li medo no olhar de meu avô enquanto minha avó, na cama, mornava a vida sem acusar perdas ou manifestar ganhos" (p.67), meu coração também bateu forte e a vida contada parece que acrescentou sentido às coisas sozinhas que guardo sem poder trazer à tona.


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O filho de Machado de Assis

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Machado de Assis, então, teve um filho antes de seu casamento com Carolina?
Lendo O filho de Machado de Assis, de Luiz Vilela, posso não ter encontrado a resposta exata, mas encontrei o novelista, que eu admiro, tratando de embates significativos contra a soberba da academia, a mitificação dos escritores e personagens históricos, a loucura humana e a mesma solidão machadiana do Memorial. Memorável.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Uma coisa leva a outra...

A montanha por achar

A montanha por achar
Há-de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.

O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.

A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade.

Fernando Pessoa
21-9-1934

Depois daquela montanha



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Instigada por uma resenha no google+, comprei o romance de Charles Martin: Depois daquela montanha, publicado pela Arqueiro em 2016. Parece que vai virar filme esse ano. É um romance de ação com foco narrativo em primeira pessoa, autodiegético, mas com muito diálogo. O charme do narrador é a visão parcial que ele possui da trama, tanto por estar dentro da história, quanto por ser um eu que sofre uma perda. Fico feliz por preservar em mim uma leitora capaz de se divertir com todo tipo de obra, mantendo aquecida a menina devoradora de livros que fui. Depois daquela montanha não é o livro da minha vida, mas uma boa diversão para as férias e sempre é melhor ler que não ler.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma leitura a mais...


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Acabei de ler mais um romance histórico de Ken Follett: O Homem de São Petersburgo. Não é um daqueles romances enoormes que contam a saga de cinco diferentes famílias, mas uma narrativa boa, com uma trama interessante. Não é uma aventura de linguagem (não há nada de excepcional na maneira como a história é contada), mas uma linguagem de aventura bem realizada.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017




Terminei de ler um romance da Ana Maria Machado sobre duas personagens históricas apaixonantes: Joaquim Nabuco e Eufrásia Teixeira Leite. Sobre o assunto, já tinha lido o romance de Cláudia Lage intitulado Mundos de Eufrásia, anterior. Agora Um mapa todo seu vem reavivar a lembrança da leitura. Então, vejamos: ambos são bons romances. O de Lage é mais extenso e dá mais expressão à personagem feminina e sua interioridade, o de Machado abre espaço para que Nabuco não seja apenas um detalhe, tornando-o mais expansivo que sua amada. Ainda gostaria, no entanto, de ver mapeado, em romance, o mesmo tema por outras mãos da literatura brasileira. Sei, no entanto, que outras leituras me esperam!

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tempopassa
“O tempo passa com uma rapidez absurda e deixa todos os tipos de marcas em nós. Uma linha de expressão ao redor dos olhos pode parecer ‘o fim’ em um primeiro momento, mas sei que nela estão contidas histórias que um livro todo não poderia contar. O tempo muda nosso corpo, nosso rosto, nosso jeito de ver a vida. E no final das contas de que importa um quilinho a mais ou uma ruguinha nova se minha alma está mais em forma do que nunca!”

                                                                                                             Fernanda Gaona

sábado, 7 de janeiro de 2017



2017
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Virei o ano com duas leituras: Baudolino, de Umberto Eco, e Pétala Escarlate, Flor Branca, de Michel Faber. O primeiro brinca com a ideia de palimpsesto e da origem das línguas nacionais, o segundo, completamente diferente, é um romance histórico que retrata o período vitoriano e tem o charme de um narrador em segunda pessoa, coisa rara e bem realizada em uma longa parcela da trama, depois substituído por um narrador heterodiegético onisciente. Recomendo os dois. 

Quase finda a travessia,
vendo o marco da chegada
sinto que, sem ousadia
a vida não vale nada.
                                                                                                                  Antonio Claret Marques

"Ninguém é igual a ninguém, todo ser humano é um
 estranho ímpar"

                                                                                            Carlos Drummond de Andrade.