segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Minhas Melhores Leituras de 2017, sem preconceito


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Dez Mulheres - Marcela Serrano

Arroz de Palma - Francisco Azevedo

A Praça do Diamante - Mercê Rodoreda

Asas de Ícaro - Ivens Scaff

Nossa Senhora do Nilo - Scholastique Mukasonga

O filho de Machado de Assis - Luiz Vilela

As alegrias da Maternidade - Buchi Emecheta

Beije-me onde o sol não alcança - Mary Del Priore

A guerra que salvou minha vida - Kimberly Bradley

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A Universidade pública é só para ricos?

              O relatório do Banco Mundial, divulgado recentemente, sugere que ‘as universidades teriam que reconsiderar sua estrutura de custos e/ou buscar recursos em outras fontes’. Em seguida propõe especificamente a introdução de taxas escolares, ou seja, o fim da gratuidade no ensino superior brasileiro porque a universidade pública atende a quem pode pagar.
     Agora me digam, é um banco que deve gerenciar as escolhas educacionais do nosso país? 
             Soberania é submeter-se à vontade de banqueiros?
             Saúde e Educação não é dever do Estado? 
             Não é por isso que pagamos impostos?
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           Sou professora de universidade pública desde 2002 e, até hoje, o  que meus alunos trazem, entre seus sonhos, é o orgulho de fazer parte de um ensino sério e o desejo de ter uma vida melhor, propiciada pela educação. Muitos deles são os primeiros da família a cursar uma universidade e, como é comum nas licenciaturas, vem das classes trabalhadoras.

 REFLITA! 
ALGUMA VEZ UM BANCO QUIS ALGO QUE NÃO FOSSE LUCRO?

As universidades federais são mais eficientes que o Banco Mundial

Uma instituição financeira internacional, o Banco Mundial, publicou um relatório criticando, entre outras políticas públicas no Brasil, o Ensino Superior público e gratuito. O documento contém inúmeros erros na apresentação do Sistema de Universidades Públicas Federais, que merecem reparo. Além disso, parte da justificativa afirma que as políticas públicas têm favorecido os mais ricos, mas não refere a acentuada injustiça tributária no país, muito menos recomenda a tributação de grandes fortunas ou a revogação de desonerações fiscais que favorecem grandes grupos econômicos, medidas que poderiam financiar iniciativas de combate à desigualdade, problema maior da nação. Limitado a indicadores financeiros, o documento ignora dados da realidade social brasileira e o papel das universidades públicas no desenvolvimento econômico e social do país.
A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, ANDIFES, informa que estão incorretos, naquele relatório, entre outros, os dados sobre o perfil dos discentes das Universidades Federais e sobre os investimentos públicos realizados nas instituições.
Entre outros fatos que o Banco ignora, estão os processos seletivos massivos, como o ENEM, a criação de mais de 300 campi no vasto interior do país, e a própria lei de cotas, que contribuem para que apenas 10% dos alunos matriculados nas Universidades Federais venham de famílias com renda bruta familiar de dez ou mais salários mínimos. Na outra ponta, 51% dos alunos das Universidades Federais pertencem a famílias com renda bruta abaixo de três salários mínimos. Se considerada a renda média per capita, 78% dos alunos são de famílias com renda per capita de até dois salários mínimos. Não há, portanto, fundamento para a afirmação de que os alunos das Universidades Federais pertencem aos estratos de renda mais altos da sociedade, muito menos que possuem capacidade financeira para pagar mensalidades.
Por outro lado, é verdade que os mais ricos deveriam pagar pela educação pública, mas não apenas os mais ricos que têm filhos nas universidades públicas. Uma política distributiva séria tributaria todos os ricos (com ou sem filhos nas universidades públicas) taxando fortunas, heranças e propriedades, a fim de possibilitar a parcelas maiores da população o acesso à educação pública de qualidade. Acrescente-se a isso o olhar simplista daqueles que reduzem a formação e a atuação dos egressos das universidades públicas a uma apropriação exclusivamente pessoal, sem considerar a contribuição estrutural às demandas de uma sociedade complexa por parte desses profissionais altamente qualificados.
O investimento em educação no Brasil é dos mais baixos entre todos os países da OCDE. Considerados todos os níveis educacionais, o Brasil só investe mais que o México. Fica atrás de todas as outras nações, inclusive do Chile, Coreia do Sul, Estônia, Hungria e Polônia. Considerada apenas a Educação Superior, o investimento do Brasil por aluno (US$/PPP 13.540,00) está abaixo da média da OCDE (US$/PPP 15.772,00), isso em um cálculo que inclui, para o Brasil, os gastos com os aposentados das universidades (gasto previdenciário), o que corresponde a cerca de 25% de todo o valor contabilizado.
Por fim, a afirmação de que o investimento por aluno em universidades públicas é maior do que o financiamento por aluno em instituições privadas é uma obviedade. As primeiras são responsáveis por quase toda a pesquisa científica e tecnológica realizada no país, gerando resultados econômicos extraordinários, como na produção de alimentos, na exploração de petróleo e no desenvolvimento de novas fontes de energia. São as universidades federais, também, as responsáveis por mais da metade do Sistema Nacional de Pós-Graduação, que forma mestres e doutores em todas as áreas de conhecimento, base da inclusão do Brasil na sociedade do conhecimento, inclusive com a elevação do país à condição de 13ª nação com maior participação em toda a produção científica mundial.
Além das inúmeras incorreções, o documento do Banco Mundial ignora aspectos fundamentais da atuação das Universidades Federais no Brasil. Inseridas em um ambiente social marcado pela desigualdade e pela exclusão, as Universidades Federais, públicas e gratuitas acolhem alunos de todas as origens sociais, raças e etnias, oferecem-lhes oportunidades e incluem em suas agendas de pesquisa e extensão questões que dizem respeito à promoção da cidadania. Mantêm uma rede de hospitais públicos de alta complexidade, além de clínicas, laboratórios e serviços diversos de atendimento gratuito à comunidade, sendo, muitas vezes, as únicas opções de acesso ao atendimento de saúde. Atuam em todas as mesorregiões do país, inclusive nas mais distantes e inacessíveis, e desenvolvem projetos inovadores para a geração de riqueza e renda, para o desenvolvimento sustentável e para a formação cultural.
A rigor, o que surpreende é que as Universidades Federais consigam resultados acadêmicos, científicos e sociais tão expressivos, apesar de se desenvolverem em um ambiente de políticas de financiamento instáveis e de ataques recorrentes dos grandes grupos econômicos, interessados em transformar a educação do país em fonte cada vez mais atrativa de ganhos financeiros. A questão que se coloca é: em qual país as recomendações do Banco Mundial, repetidas há décadas, levaram ao desenvolvimento e à soberania?
*Por Emmanuel Zagury Tourinho, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA) e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).
http://www.ihu.unisinos.br/574521-instrucoes-do-banco-mundial-podem-levar-ao-fim-da-pesquisa-cientifica-no-brasil-entrevista-especial-com-peter-schulz

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Chá entre amigas

     
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     Hoje eu li na mídia algo que me chamou atenção: "A relação entre realização e magreza é propagada há bastante tempo - indústrias inteiras se beneficiam disso". Imagino que alguma gente ganhe muito dinheiro com a exploração dessa premissa, mas também muita gente deve sofrer com essa verdade imposta.
     Certa vez, ouvi de uma prima, que tinha ido me visitar, sua resposta sobre outra parente:" - Ela está bem, emagreceu, superou os problemas." Eu, ali, acima do peso depois de diversas gestações e de privação de sono por conta das crianças, me encolhi dentro de mim porque, afinal, se não tinha emagrecido era porque não estava bem. Rever essa cena ajuda a esclarecer como a visão da mulher é pequena. 
     Tanto a minha prima foi levada a acreditar que imagem é felicidade e realização, quanto eu sofri sozinha por algo que nem admiti para mim mesma, naquela hora.
     Passaram-se muitos anos. Tenho três filhos. Estou prestes a completar 25 anos de casada. Já estive grávida seis vezes. Tenho quase cinquenta anos. Sou sindicalizada. Perdi pessoas. Fiz poemas. Ganhei rugas. Comprei casas. Vendi terrenos. Fiz pós-doutorado. Dentro das minhas limitações, tento ser a melhor professora possível. Continuo acima do peso (qual?). Aquele que eu tive antes de engordar. 
     Esses dias, num chá com amigas, uma delas lamentou seu peso e eu fiz por bem lembrá-la como ela é uma mulher linda, inteligente, elegante e independente. Ela chorou porque não esperava ouvir nada disso. Choramos as duas e eu me dei conta de que, de fato, não tem ninguém nesse mundo que diga para nós, além da visão simplista da imagem, tudo o que nós somos de verdade.
    Não estou aqui para fazer apologia da gordura, da moda plus size  ou recriminar a gordofobia. Estou aqui simplesmente para dizer o óbvio: estou bem, mesmo que você não me veja assim. 

domingo, 19 de novembro de 2017

os irmãos







Andrei







O que sabe. O que participa. O que conversa. O que diverte.

Ivan




O que muda de fase. O que entende de games. O blogueiro. O taurino. O expressivo.

o espelho

Foto
"A imagem que o espelho me oferece é uma sombra do que sou. É visível, mas não se pode tocar.
 A imagem é real. Posso vê-la diante de mim. Mas é uma verdade crua e uma mentira cruel, porque eu não sou apenas o que ali se revela. Por isso, procuro histórias passadas em cada detalhe do meu rosto. Surgem-me perguntas, muitas, e questiono-me naquele reflexo que nada me diz... e acabo por desesperar por nada ouvir. Pergunto de novo, como se a minha determinação pudesse intimidar o silêncio… E o silêncio responde-me com mais silêncio.
 Talvez eu próprio, aquele que pergunta, seja a resposta que a vida me dá.
 
 É a mim que cabe a decisão de ser, dentro do fruto já maduro do meu passado, a semente do futuro que quero criar."
                                                   
 http://www.imissio.net/v2/opiniao/quem-vejo-quando-me-olho-ao-espelho:5251/

amarelo



A cor amarela significa luzcalor, descontração, otimismo e alegria. O amarelo simboliza o solo verão, a prosperidade e a felicidade. É uma cor inspiradora e que desperta a criatividade. Estimula as atividades mentais e o raciocínio. O amarelo é a cor dos signos de Gêmeos, Touro e Virgem. 

os verdinhos

Verde
                                                                    Oswaldo Montenegro
  
Verde, verde, folha desabada
Doida cor sem ter qualquer razão de ser
Mágica das coisas, das verdes coisas
Dos olhos verdes de quem vê

Hortelã dos chás, dos beijos verdes
Doida flor sem ter qualquer razão de ser
Lógica das coisas, das novas coisas
Dos olhos verdes de quem vê

Doce maçã da saúde e água
Doido amor sem ter qualquer razão de ser
Ávida das moças, das novas moças
Dos olhos verdes de quem vê

Como rã saltando é folha verde
Doido acordo tem qualquer razão de ser
Plástica dos olhos, dos verdes olhos
Dos olhos verdes de quem vê

Amanda

Foto
A que se fantasia. A que tem olhos castanhos. A que lê Shakespeare. A que adora azul.

terça-feira, 22 de agosto de 2017



Só vale se o sol nasceu
ou se foi sua partida.
Ninguém sai de casa
às duas da tarde
para louvar o astro rei.

Só sei que é assim
 entre o nascimento e a partida
ninguém olha pra mim
ou para este ante-porvir que, aos poucos,
vou construindo, entre nuvens.

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quarta-feira, 12 de julho de 2017

O senador Roberto Requião (PMDB-PR) também comentou a decisão de Moro numa rede social:


 "Lula condenado, Aécio liberado, Temer protegido, soberania fulminada, trabalhador escravizado, mercado triunfante, até que o Brasil se levante..."
 - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2017/07/12/lider-do-mtst-diz-que-moro-condenou-lula-sem-provas.htm?cmpid=copiaecola

quinta-feira, 15 de junho de 2017

quarta-feira, 17 de maio de 2017

EM TEMPO...

PARA COLOCAR O BRASIL NOS TRILHOS NÃO PRECISA DE REFORMA DA PREVIDÊNCIA, PRECISA É DE REFORMAR A MORAL DOS POLÍTICOS E ACABAR COM A CORRUPÇÃO!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

15 anos do Ivan

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Hoje faz quinze anos que o Ivan nasceu. Hoje faz quinze anos que eu me tornei mãe de um menino. E um menino de Touro, que é o oposto complementar do meu signo. Sendo mãe do Ivan eu também me tornei uma pessoa melhor e uma professora melhor, mais capaz de compreender atitudes e posições. Ser mãe do Ivan é uma parada, a gente segue sempre vencendo fases, como nos games. 
Para você, meu filho: meu amor incondicional e minha certeza de que a gente tem tudo para ser feliz!!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Balada de Madame Frigidaire

Balada de Madame Frigidaire
Belchior

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Ando pós-modernamente apaixonado pela nova geladeira.
Primeira escrava branca que comprei, veio e fez a revolução.
Esse eterno feminino do conforto industrial injetou-se em minha veia, dei bandeira!
e ao por fé nessa deusa gorda da tecnologia gelei de pura emoção!

Ora! desde muito adolescente me arrepio ante empregada debutante.
Uma elétrica doméstica então... Que sex-appeal! Dá-me o frio na barriga!
Essa deusa da fertilidade, ready made a la Duchamp, já passou de minha amante
Virou super-star, a mulher ideal, mais que mãe, mais que a outra... Puta amiga!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope se cansaram de dizer:
Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher.
Eu me confundo, madame! E a classe média que mame se o céu, a prazo, se der!

Que brancorno abre e fecha sensual dessa Nossa Senhora Ascéptica!
Com ela eu saio e traio a televisão, rainha minha e de vocês.
Dona frigidaire me come... But no kids double income! Filho compromete a estética!
Como Edipo-Rei momo, como e tomo tudo dela... Deleites da frigidez!

Inventores de Madame Frigidaire, peço bis! Muito obrigado!
Afinal, na geladeira, bem ou mal, pôs-se o futuro do país.
E um futuro de terceira, posto assim na geladeira, nunca vai ficar passado.
Queira Deus que no fim da orgia, já de cabecinha fria, eu leve um doce gelado!

Mister Andy, o papa pop, e outro amigo meu xarope, se cansaram de dizer:
- Pra que Deus, Dinheiro e Sexo, Ideal, Pátria, e Família pra quem já tem frigidaire?
É Freud, rapaziada! Vir a cair na cantada dum objeto mulher...
Mas que trocadilho infame! La vraie Ballade des Dames du Temps Jadis... au contraire!


Coisas do baú da memória... Belchior

     Em 1993 eu cursava uma especialização em Teoria da Literatura na UERJ. Um dos módulos era sobre pós-modernidade, assunto quentíssimo naquele momento.  As academias vivem ciclos, penso eu. Hoje há um grande empenho em destacar o empoderamento feminino, antes era todo poder à análise do discurso... mas, em 93, a ideia de pensar a pós-modernidade era o fino.
     Ao fim do módulo eu escrevi uma monografia sobre o assunto e o objeto era uma letra de música do Belchior: "Balada da Madame Frigidaire".
    Também sou apaixonada pela música "Galos, noites e quintais", epígrafe de alguns trabalhos meus sobre José Lins do Rego, mas a lembrança mais forte que guardo  é de um show dele que assisti também na década de 90, em uma cidade do interior de São Paulo. Neste show, para uma plateia paulista, ele falou "O Nordeste já fez mais por São Paulo do que São Paulo fez pelo Nordeste". Registrar a fortaleza dessa verdade é a minha homenagem, hoje.
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PRIMEIRO DE MAIO

TEMER DEFENDE A REFORMA TRABALHISTA E AFIRMA QUE DIREITOS DO TRABALHADOR SERÃO MANTIDOS:
1. Direito de permanecer calado
2. Direito de trabalhar até morrer
3. Direito de ser mais explorado ainda
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Genealogias II

Dizem por aí que toda mulher tem sua versão do sapatinho de cristal. A minha, são esses tamanquinhos de couro que estão na vitrine de um museu em Rio Novo/MG. Explico: foram produzidos na fábrica de Francisco Maciel, meu avô. Nunca conheci meu avô, mas quando leio o recorte de jornal, sinto que activo, laborioso e intelligente são uma espécie de lastro genético herdado pelo meu pai. Na sequência, é minha irmã Cristina quem herdou esses adjetivos, porque é capaz de pensar e produzir, fabricar as coisas mais inusitadas. Meu avô morreu quando meu pai ainda era criança. Olhando o retrato dos dois, percebemos que são muito parecidos. Penso que depois de tantos anos, talvez eles tenham se reencontrado por aí, em outros planos que nem sei. Espero que tenha sido um encontro bom, já que, me parece, ambos não eram dados a afetos desnecessários porque a vida não é para perfumarias, mas para aprender sempre e fazer o que é vital. Foi isso que meu pai me explicou pelos seus atos enquanto eu tecia, inapta para fabricar inventos concretos, devaneios e poemas.


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Exibindo Tamancos fab vo francisco-047F.JPGExibindo Nota jornal sobre vo Francisco-054F.JPG

quarta-feira, 5 de abril de 2017

 MOTIVOS PARA CRUZAR OS BRAÇOS 
DIA 28 DE ABRIL 
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O governo Temer pretende acabar com direitos históricos da classe trabalhadora, que hoje são Lei, garantidos na CLT.

 Férias e jornada ameaçadas - Estão ameaçadas as férias de 30 dias, a jornada de trabalho de 8 horas diárias e 44 semanais, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que poderá ser parcelada em quantas vezes quiserem os patrões e podem diminuir até o horário de refeição.

Trabalho temporário – O trabalho ficará ainda mais desregulamentado. O contrato de trabalho temporário passará a ter vigência de 4 meses e poderá ser prorrogado por igual período. O governo quer que a gente morra de trabalhar sem se aposentar.

O governo diz que a Previdência é deficitária, mas é mentira! Ele manipula os cálculos! Só em 2015 teve um superávit de, acredite, R$ 11,2 bilhões de reais.

Aumenta idade mínima - Com a reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar quando tiverem de 65 anos de idade. Hoje, há casos em que é possível a mulher se aposentar aos 55 e homens aos 60. Igualando a idade, a mulher trabalhadora será ainda mais prejudicada. 

Mais tempo de contribuição - Para um trabalhador ou trabalhadora se aposentar terá de comprovar pelo menos 25 anos de contribuição. Hoje, a exigência é de 15 anos. 49 anos para benefício integral - O que é pior é que só terá direito ao benefício integral quem, com 65 anos, comprovar que também contribuiu 49 anos à Previdência, de forma ininterrupta.

Fim de aposentadorias especiais – Trabalhadores e trabalhadoras rurais, trabalho insalubre e em condições especiais, pessoas com deficiências e aposentadorias por incapacidade serão ferozmente atacadas. Ataque às pensões - Na proposta do Governo, fica vetado o acúmulo de benefícios. Não será mais possível acumular aposentadoria e pensão por morte, por exemplo. Haverá redução de 50% no valor das pensões por morte e, a partir daí será acrescentado mais 10% por dependente, com o limite de cinco filhos beneficiados.

 Afeta quem está na ativa - Eles querem que essas novas regras já valham para homens com menos de 50 anos e mulheres com menos de 45 anos. Os que tiverem acima desta idade entram numa regra de transição e poderão se aposentar pelas regras atuais, mas terá de contribuir com 50% a mais sobre o tempo que faltava para a aposentadoria. O projeto de lei da terceirização, o PL 4302, aprovado na Câmara Federal, impõe total superexploração à classe trabalhadora brasileira com a legalização da terceirização nas atividades fim.

 É o “liberou Geral” da precarização! Não haverá geração de emprego. O que vai ocorrer, de fato, é uma onda de demissões de trabalhadores contratados pela CLT para posterior contratação terceirizada. Na prática, significa trabalho com salários mais baixos, maior jornada, menos direitos trabalhistas e péssimas condições de trabalho e resultará também em maior número de acidentes, doenças (estresse, depressão, lesões por esforço repetitivo entre outros) e mais mortes por acidente de trabalho.


domingo, 2 de abril de 2017


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Há celulares à farta,

i-phone, computador…

Mas nada se iguala à carta

para os recados de amor!

 (A. A. de Assis)


Acabei de ler o romance de Jojo Moyes, A última carta de amor. Demorei a me envolver com a trama que transita entre planos temporais diversos (década de 60 e anos 2000) e se encontram ao final. Ainda assim reconheço que a autora é capaz de levar adiante um enredo, promover com sabedoria a técnica de corte e brincar temporalmente com os episódios. O melhor, ainda que sem uma linguagem singular, é usar o tempo como motor da sabedoria, sem moralismos inúteis. Como costumo dizer: melhor ler que não ler.

terça-feira, 7 de março de 2017

sábado, 28 de janeiro de 2017

Bananas podres, mar e memória

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Fui comprar lanches para os meninos levarem para a escola e acabei encontrando este livro perdido nas Lojas Americanas, por 9,99. Linda capa, tamanho e ótimo papel. Comprei. Estava lacrado, mas confiei no autor. O cheiro das bananas leva o eu lírico para o passado, para a venda da família e para o mar. Assim como as madeleines de Proust, o retorno improvável nos faz sentir um universo lírico peculiar e repleto de imagens boas. A poesia é isso: luz sobre a recordação e o passado, mas também perfume de tempos idos. 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Por parte de pai

Inspirada pelo título, pela capa e pelo nome Bartolomeu Campos de Queirós, li Por parte de pai (1995), uma narrativa tecida com as linhas finas da existência, mostrando meandros que só um grande escritor pode realizar. Para alguns leitores o importante é a trama, para outros, a verdade; para mim, tem de haver uma linguagem suave e cheia de encantamentos para dar conta do que vai sendo contado, seja o que for. Diante da delicadeza da linguagem queirosiana: "Meu coração bateu forte de saudade antecipada. Li medo no olhar de meu avô enquanto minha avó, na cama, mornava a vida sem acusar perdas ou manifestar ganhos" (p.67), meu coração também bateu forte e a vida contada parece que acrescentou sentido às coisas sozinhas que guardo sem poder trazer à tona.


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O filho de Machado de Assis

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Machado de Assis, então, teve um filho antes de seu casamento com Carolina?
Lendo O filho de Machado de Assis, de Luiz Vilela, posso não ter encontrado a resposta exata, mas encontrei o novelista, que eu admiro, tratando de embates significativos contra a soberba da academia, a mitificação dos escritores e personagens históricos, a loucura humana e a mesma solidão machadiana do Memorial. Memorável.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Uma coisa leva a outra...

A montanha por achar

A montanha por achar
Há-de ter, quando a encontrar,
Um templo aberto na pedra
Da encosta onde nada medra.

O santuário que tiver,
Quando o encontrar, há-de ser
Na montanha procurada
E na gruta ali achada.

A verdade, se ela existe,
Ver-se-á que só consiste
Na procura da verdade,
Porque a vida é só metade.

Fernando Pessoa
21-9-1934

Depois daquela montanha



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Instigada por uma resenha no google+, comprei o romance de Charles Martin: Depois daquela montanha, publicado pela Arqueiro em 2016. Parece que vai virar filme esse ano. É um romance de ação com foco narrativo em primeira pessoa, autodiegético, mas com muito diálogo. O charme do narrador é a visão parcial que ele possui da trama, tanto por estar dentro da história, quanto por ser um eu que sofre uma perda. Fico feliz por preservar em mim uma leitora capaz de se divertir com todo tipo de obra, mantendo aquecida a menina devoradora de livros que fui. Depois daquela montanha não é o livro da minha vida, mas uma boa diversão para as férias e sempre é melhor ler que não ler.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Uma leitura a mais...


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Acabei de ler mais um romance histórico de Ken Follett: O Homem de São Petersburgo. Não é um daqueles romances enoormes que contam a saga de cinco diferentes famílias, mas uma narrativa boa, com uma trama interessante. Não é uma aventura de linguagem (não há nada de excepcional na maneira como a história é contada), mas uma linguagem de aventura bem realizada.